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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pastores evangélicos se casam no Dia da Consciência Negra


Dois pastores evangélicos do Rio de Janeiro, Marcos Gladstone e Fábio Inácio, querem fazer do próximo dia 20 de novembro um marco do movimento LGBT. Os dois se casarão nos moldes de um casamento tradicional, com assinatura de contrato de união estável e cerimônia religiosa para mais de 300 convidados. A data, segundo eles, não poderia ser mais adequada pois é a celebração da Consciência Negra, dia em que toda forma de preconceito deve ser combatida.

Em entrevista ao G Online, Gladstone contou que ele e o companheiro já foram, antes do namoro, pastores de outras igrejas evangélicas, "mas todas excluíam e condenavam a homossexualidade". Poucos dias após o início do namoro, em 2006, os pastores decidiram fundar a Igreja Cristã Contemporânea, que acolhe os LGBT. Hoje, a igreja já conta com mais de 500 membros efetivos. "A maioria é composta por homossexuais, mas não temos qualquer restrição".

Com um rápido crescimento dos fiéis, o casal convidou para a cerimônia, que será realizada no Rio de Janeiro, os membros mais antigos. Além disso, 30 padrinhos e 11 crianças, todas adotadas por casais do mesmo sexo, também entrarão na cerimônia religiosa. "A única coisa que desejamos e que ainda não podemos ter é um casamento civil. As leis brasileiras ainda não nos concedem esse direito, mas esperamos que a nossa união também chame a atenção das autoridades para esta questão", disse Gladstone.

O casal também afirma que a união só será completa quando conseguirem adotar uma criança. "Já entramos com um pedido, mas temos consciência que a batalha não será fácil, pois queremos que a criança seja registrada no nome dos dois".

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Parada de Natal reúne cerca de 75 mil pessoas


A décima edição da Parada do Orgulho LGBT de Natal foi realizada neste domingo, 08, misturando festa com ações de conscientização. Ainda não há certeza sobre o número de participantes, mas a organização estima que os presentes no evento tenham ultrapassado a marca de 75 mil.

Após concentração no pátio do Hiper Bompreço, o desfile seguiu pela avenida Prudente de Morais com direção ao Largo do Machadão. A prefeita de Natal, Micarla de Souza, e a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, estiveram na Parada e demonstraram apoio à iniciativa.

A cantora Vanusa foi uma das atrações do evento, ao lado de artistas locais.

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Para quê isso?


Coordenador de Diversidade de São Paulo acusa violência de PMs durante Parada Gay de Santo André

A Polícia Militar de São Paulo está sendo acusada de agredir parte do público da Parada do Orgulho Gay de Santo André, realizada neste domingo, 08. Nem mesmo integrantes da comitiva governamental escaparam dos excessos cometidos por policiais.

Falando ao jornal "Folha de São Paulo", Dimitri Sales, coordenador de políticas de diversidade sexual do estado, contou que teve uma arma apontada em sua direção. Já Gustavo Menezes, assessor jurídico da Cads, disse ter sido atingido por spray de pimenta por um policial que arrastava uma mulher pelo pescoço.

O festival de agressões teria começado por volta das 18 horas, quando a PM iniciou o trabalho de liberação das ruas utilizadas no trajeto da parada. De acordo com Dimitri Sales, a PM agiu com violência. "Houve excesso. As pessoas eram retiradas com cassetete, viaturas eram jogadas em cima das pessoas", contou.

André Luiz, capitão da Polícia Militar, disse que a intervenção policial ocorreu porque alguns participantes do evento se negavam a deixar a avenida, enquanto outros teriam invadido residências e estabelecimentos comerciais. Ainda assim o capitão informou que foi aberto um inquérito para apurar as denúncias.

Com o lema "A Solidariedade na Luta contra a Homofobia" a Parada de Santo André reuniu 40 mil pessoas, segundo a organização.

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NOTA EXECUTIVA PT - SP, SOBRE EPISÓDIO UNIBAN


A executiva estadual do PT-SP reunida nesta segunda-feira, debateu o episódio da violência sexista contra a estudante da Uniban de São Bernardo do Campo, Gleysi Arruda, ocorrido no último dia 22 de outubro e também o anúncio, por meio de nota oficial, da expulsão da mesma pela direção da universidade realizado ontem, 8 de novembro.

A violência física e simbólica contra as mulheres ainda é uma marca presente em nossa sociedade - machista e marcada pela desigualdade de gênero. O episódio de agressão a Gleysi Arruda chocou o país pela brutalidade. Em plena ambiente universitário, uma jovem foi submetida à humilhação extrema, quase foi estuprada e agredida fisicamente. Só saiu da universidade sob escolta policial.

Neste episódio, ficam evidentes a intolerância e o falso moralismo, colocando em questão quais os valores estão sendo transmitidos naquele ambiente educacional, e abre um precedente gravíssimo, dada a conduta conservadora dos alunos e alunas que participaram da manifestação.

O mínimo que se espera da direção da Uniban é a investigação rigorosa desse episódio terrível de violência sexista, a punição dos agressores, e a apuração das responsabilidades, promovendo um grande debate sobre a opressão às mulheres, sobre os direitos humanos e as liberdades democráticas.

Ao invés disso, a direção da Universidade Bandeirantes (Uniban), em uma inversão total de valores, resolve punir a vítima e expulsar a aluna Gleysi Arruda do seu quadro discente. Uma atitude estarrecedora, vazada por meio de nota reacionária, que fere os princípios mais básicos dos direitos humanos, como o respeito à dignidade, à privacidade, a à autonomia e à liberdade de expressão.

Pior ainda, uma covardia que coloca a direção da Universidade como cúmplice do que há de mais obscurantista, que é o desrespeito às mulheres, a intolerância e o autoritarismo.

Neste sentido, repudiamos a atitude arbitrária, intolerante e sexista da Uniban.

Defendemos a reintegração da aluna expulsa e reafirmamos nosso compromisso com a construção de uma sociedade de mulheres e homens iguais – sem machismo, racismo e homofobia.

SP, 9 de novembro 2009.
Executiva Estadual do PT-SP

PESQUISA MOSTRA A DIFERENÇA DE ACEITAÇÃO DE UM AMIGO GAY E DE UM PARENTE GAY


A maioria das pessoas diz não ter preconceitos na hora de contratar um profissional homossexual. Grande parte também afirma que permaneceria indiferente diante da declaração de um amigo que diz ser gay. Mas quando o assunto envolve parentes próximos ou filhos, a opinião é completamente outra. Uma pesquisa encomendada pela Gazeta do Povo ao instituto Paraná Pesquisas mostra que até mesmo na hora de definir o que é homossexualidade os conceitos se dividem. Foram entrevistados 605 moradores de Curitiba maiores de 16 anos, nos dias 27 a 29 de outubro deste ano. A margem de erro é de 4%.

Mais da metade dos entrevistados, 53%, diz que não faria nada se um amigo se declarasse gay, contudo se fosse um filho ou um sobrinho, por exemplo, 33% afirmam que tentariam fazê-lo mudar de orientação sexual. Na família, conforme revela a pesquisa, o assunto homossexualidade ainda é um tabu: 81% das pessoas acreditam que os pais são sempre os últimos a saber e os três principais motivos que levam os filhos a não contar são: vergonha, medo e receio de decepcionar. “A pesquisa é fiel à realidade. Além de ter vergonha de falar aos pais, os próprios homossexuais têm também um preconceito internalizado”, explica Edith Modesto, autora de três livros sobre o assunto, mãe de um homem (de 49 anos) gay e, ainda, fundadora da Associação Brasileira de Pais e Mães de Homossexuais.

O preconceito existente na sociedade também acaba refletindo na pessoa que é gay, afinal ela terá problemas de autoaceitação. “Muitos não falam com ninguém sobre o assunto, sofrem sozinhos porque queriam ser igual à maioria e, quando resolvem contar, ainda têm medo de perder o amor dos pais. A grande questão é que não somos preparados para ser mãe ou pai de uma pessoa gay. Todos temos o preconceito internalizado, principalmente os mais velhos, e não sabemos como reagir. Eu, quando soube, me senti literalmente dentro de um tsunami”, afirma Edith. Ela conta que foi difícil entender o filho porque, na época, há 20 anos, nem novela nem outras mães comentavam o tema.

Se o preconceito existe ainda, um dos motivos é o de que até hoje não há nenhuma teoria capaz de explicar as origens (motivações) das relações homoafetivas, se efetivamente é uma opção ou a pessoa já nasce com essa tendência. Na pesquisa, 47% das pessoas acreditam que é uma opção sexual, 34% dizem que é doença ou desvio psicológico e 12% falam que é falta de vergonha na cara. “Não tenho nenhuma dúvida: a pessoa nasce assim, caso contrário, não existiriam tantos jovens se matando porque são gays ou outros tantos me ligando e pedindo para eu ajudá-los a ser como o pai deles, por exemplo”, diz Edith.

Para o psicólogo Acyr Corrêa Leite Maya, do Rio de Janeiro, este tipo de sexualidade é resultado de impressões, fantasias e experiências que acometem o indivíduo desde a infância na relação com as pessoas significativas que o cercam. “A primeira experiência sexual não é a base de tudo, tampouco o indivíduo nasce homossexual”, afirma Maya. Para ele, o problema é mais grave dentro das famílias porque os pais chegam a se questionar se foi consequência da educação dada, numa linha de que a homossexualidade é algo errado.

Sem “ismo”
Doença certamente não é. Este é um dos entendimentos da medicina e da psicologia, por isso mesmo o termo homossexualismo deixou de ser usado, já que o sufixo “ismo” denota patologia. A doutora em Educação e especialista em sexualidade Araci Asinelli da Luz explica que, embora haja somente dois sexos, a sexualidade pode ser exercida de muitas formas. “Os pais têm de compreender que estes são somente jeitos diferentes de amar. A orientação sexual não é uma escolha, não é uma opção, assim como ninguém escolhe ser heterossexual”. “Eu por exemplo, vi o meu marido e me apaixonei. Não sei dizer porque foi assim”, comenta Edith.

O consenso é de que essas experiências homoafetivas sempre existiram, mas só aparecem frequentemente agora porque a sociedade está mais aberta.

Serviço:
Os livros escritos por Edith são: Mãe sempre sabe?, Vidas em arco-íris e Entre mulheres – os dois primeiros editados pela Record e o último pela Summus GLS.

abalo

LÉSBICAS IMPEDIDAS DE SE BEIJAR EM BAR


Elena Evenson, de 22 anos, e Mia Hallen, de 25, apresentaram queixa de um bar por discriminação, uma vez que as impediram de se beijar dentro das instalações. Os proprietários do estabelecimento podem ter de pagar cerca de 1100 euros por indenização.

Segundo o site Destak, as duas disseram que foram informadas pelos empregados de que não era permitido beijos no bar, mas segundo as mesmas, estes ignoraram os carinhos heteressexuais de outros casais presentes.

O Supremo Tribunal rejeitou o recurso do "Spy Bar" em Estocolmo, na Suécia.

Katri Linna, de uma associação sueca contra a discriminação sexual, defendeu: «as mulheres não pediram tratamento especial, só os direitos básicos. Elas só fizeram aquilo que é completamente normal para duas pessoas heteressexuais que se amam.

abalo

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Em campanha



AMIGO
BOCA ABERTA

PRESTE MUITA ATENÇÃO

NÃO DEIXE DE VOTAR, SÓ ASSIM VAMOS ACABAR COM A DISCRIMINAÇÃO, NÃO VAMOS DEIXAR ESSA SOCIEDADE PODRE, PRECONCEITUOSA E PORCA, VENÇA E COMECE A DITAR AS REGRAS, VAMOS MOSTRAR NOSSA FORÇA , E QUE ESTAMOS AQUI, BEM VIVOS E ATENTOS.

VOTE, VOTE, VOTE JÁ.


Evangélicos fazem campanha pela internet para que NÃO vença enquete do Senado Federal. Eles estão ganhando

A enquete publicada no site do Senado que pergunta "Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que torna crime o preconceito contra homossexuais?" fez um tal de "Internautas Cristãs" criar uma campanha para que o "NÃO" vença. Pelo andar do resultado, até aqui, eles estão conseguindo. O "NÃO" está vencendo com 61% contra 39% do "SIM". O texto dos evangélicos que pede para que seus seguidores votem no "NÃO" diz que caso a lei antidiscriminação seja aprovada, "estaremos institucionalizando em nosso país o sistema de castas e todos aqueles que não forem homossexuais serão considerados cidadãos de segunda classe". O texto termina dizendo que "Os movimentos gayzistas querem calar a Palavra de Deus. Não permita!".

Enquanto isso, a comunidade gay parece não reagir a esse temerário conservadorismo. Se você quer reagir, clique AQUI e vote.

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